DOBRAS VISUAIS

Uma imagem não vale mil palavras, mas vale mil perguntas*

Leila Danziger, O que desaparece, o que resiste (II), 2006-2011.

Essa *frase de Allan Sekula atravessou as apresentações do seminário As linguagens Itinerantes da Fotografia, organizado pela Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ e pelo Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Deixo aqui, apenas como citação, a provocação feita pelo pesquisador Joel Smith, que encerrou as atividades:

“Eu vejo a fotografia como história da arte e como um dinossauro que tem quatro futuros possíveis e vocês provavelmente vão reconhecê-los. Um dinossauro pode se tornar um fóssil. Um dinossauro pode ser um esqueleto reconstruído, algo que você pode até olhar e parecer animado. E na fotografia estas são as máquinas que perpetuam, como as de Nadar e Man Ray, por exemplo. Porque os acadêmicos gostam de olhar a variedade do trabalho desses fotógrafos, sempre descobrindo coisas novas a partir delas. Sem esquecer que o futuro do dinossauro é o petróleo, corpo morto que se transforma em combustível. A fotografia de Lee Friedlander, Sebastião Salgado,  uma tradição humanista que persiste e dá sequência a ideias e temas de composição. Um outro  futuro para os dinossauros são os pássaros. Se não fosse por eles não estaríamos aqui.”

Referência:

Leila Danziger, que apresentou seu trabalho no Seminário.

Leila Danziger, O que desaparece, o que resiste (II), 2006-2011.